23/03/2017
Faculdades particulares e sindicato dos professores realizam a 1ª rodada de negociação da convenção coletiva 2017-2018
A comissão formada pelos diretores e instituições de ensino superior privadas do SINEPE-RO fez uma contraproposta de reajuste salarial de 2,5% e ainda solicitou ao SINPRO-RO que fosse diminuído o auxílio alimentação para 50% do valor atual.

Ocorreu na tarde desta quarta-feira (22), em Porto Velho, a 1ª rodada de negociação salarial da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2017-2018,  na sede do Sindicato dos Professores de Instituições de Ensino Superior Privadas do Estado de Rondônia (SINPRO-RO), entre o SINPRO-RO representado pelo presidente Prof. Luizmar Neves,  sua diretoria e a comissão formada pelo Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Particular (SINEPE-RO).

Entre as propostas apresentas na pauta de reivindicações estão:
  • O reajuste salarial de 16% (dezesseis por cento);
  • Auxílio alimentação passando a ser R$ 250,00;
  • Seguro de vida para todos os professores com prêmio no valor de R$ 50.000,00;
  • Bolsa integral para Pós-Graduação para os professores;
  • Bolsa integral para Graduação dos filhos dos professores;
  • Plano de saúde hospitalar;
  • Implantação de creches para crianças de até seis meses para Instituições de Ensino Superior (IES) com mais de 30 (trinta) funcionários.
A comissão formada pelos diretores e instituições de ensino superior privadas do SINEPE-RO fez uma contraproposta de reajuste salarial de 2,5% (dois vírgula cinco por cento) e ainda solicitou ao SINPRO-RO que fosse diminuído o auxílio alimentação para 50% do valor, ou seja, de R$ 123,00 para R$ 61,50 e ainda a diminuição dos 20% (vinte por cento) de planejamento para 5% (cinco por cento).

O SINEPE argumenta ainda que, devido a crise que o país vem passando, o número de alunos caiu e assim consequentemente o lucro das IES.

Para o presidente do SINPRO-RO, prof. Luizmar Neves, a contraproposta é inaceitável e absurda.

“Estou extremamente indignado com a posição das IES sobre a nossa CCT, mostra total desvalorização e descaso com a classe mais sofrida deste país. Os professores estão há 5 anos sem receber um reajuste de valor igual ou superior ao do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), assim o sindicato entende que além da reposição devemos obter um ganho real”, ressalta o professor Luizmar Neves.

 
O prof. Luizmar Neves diz ainda que espera que as instituições tenham bom senso para fechar um acordo razoável, dentro dos limites aceitáveis, e que toda decisão será deliberada em assembleia conforme a diretoria do SINPRO-RO sempre fez.

A próxima rodada de negociação será no dia 29 de março às 09hs na sala de reuniões da faculdade PORTO-FGV.






 

Fonte: SINPRO-RO