17/12/2015
O Petróleo não é nosso e talvez nem o Brasil
Igor Triverio, empresário de Porto Velho - Rondônia.
“O Petróleo é nosso”, muitos brasileiros realmente acreditam nesta frase mista de nacionalismo e desonestidade, de um lado sacia o ego dos brasileiros em participar de algo grande e de vibração nacional, assim como torcer pela seleção brasileira de futebol a cada 4 anos, entretanto sacia os sentimentos dos brasileiros de um lado e do outro esvazia os bolsos dos mesmos. Os brasileiros, por exemplo, não recebem descontos na gasolina, não participam da divisão dos lucros da Petrobrás, quando ocorre, mas quando aumentam os preços dos combustíveis até os que não possuem veículo também são prejudicados, pois tal aumento afeta os preços das tarifas do transporte público, do frete dos produtos assim como também o preço do arroz, do frango, do sabonete, gerando efeito cascata.

Para se ter ideia, o portal especializado Gasbuddy.com que realiza levantamento de preços da gasolina nos Estados Unidos, informa que o valor da gasolina americana está mais baixo desde março de 2009 devido a queda do preço do petróleo e no Brasil, pasmem, acontece o contrário os preços aumentam! A gasolina no Brasil além de ser cara, possui 27% de etanol na sua composição, que faz aumentar o consumo do combustível, ou seja, não rende o quanto deveria. Não seria melhor privatizar a Petrobrás e abrirmos o mercado de petróleo para a livre concorrência, pois assim teremos competição e desafios em oferecer produtos mais baratos e melhores para os brasileiros?

Não bastasse a falta de bons resultados na gestão da Petrobrás, ainda temos o seguinte vexame mundial: a Transparência Internacional, Organização Não Governamental – ONG de combate à corrupção no Mundo colocou a corrupção da Petrobras na lista de premiação da campanha “Desmascarar a corrupção” que concorre ao prêmio de maior escândalo de corrupção no mundo e o “orgulho” nacional pode emplacar mais esta conquista. Devo lembrar que a Operação Lava Jato desencadeado pela Polícia Federal tem como principal foco a corrupção na Petrobrás, dela desmembrou se em diversas outras operações com prisões de funcionários da estatal, políticos e empresários. A Polícia Federal calcula que o prejuízo da corrupção da Petrobrás seja de 42 bilhões de Reais a ser pagos por nós.

Segundo outra empresa estatal, a Empresa Brasil de Comunicação – EBC, através da sua Agência Brasil informa que a estatal Empresa Brasileira Estatal de Correios e Telégrafos – CORREIOS terá um prejuízo em 2015 em cerca de 2 Bilhões de Reais e para ajudar a conter o prejuízo, aumentaram nesta semana as tarifas de cartas e telegramas em 8,89%, fora o aumento de 9,32% em abril deste ano, novamente os brasileiros arcarão com prejuízos de outra estatal comandada por políticos.

Somos induzidos a ter um laço de pertencimento com empresas estatais, mas de fato não nos pertence. As estatais federais são geridas pela Presidência da República, que dita às regras assim como quem comandará a empresa estatal, quase nunca optam por dirigentes técnicos e competentes, e mesmo que fosse não teriam autonomia suficiente, então o apadrinhamento político se torna o caminho. Qual a racionalidade em querer ter empresas estatais que geram prejuízos e empobrecem os brasileiros?

Temos um custo de produção elevadíssimo que torna caro os preços de diversos produtos, baixo retorno em dos impostos Vs serviços públicos, falta de liberdade, infraestrutura atrasada, burocracia insana, maior número absoluto do mundo em homicídios, orçamentos públicos que atendem prioridades de políticos... Existe uma distância enorme entre os desejos da população e os três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário), então ficam as perguntas: o Brasil é mesmo nosso? Ou somos súditos de um sistema tirânico de dominação quanto aos nossas vontades e liberdades? Não podemos permitir.


 


Fonte: Igor Triverio