01/08/2016
Eleição do Sindicato dos Metalúrgicos comandada pela CSB é questionada na Justiça do Trabalho
De acordo com a nota divulgada hoje (01), a CUT "Solicita, ainda, que as autoridades competentes ponham um fim aos inaceitáveis desmandos no STIMMME."

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) vem a público denunciar o escandaloso processo eleitoral do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas (STIMMME), realizada em 25 de julho de 2016, repleto de inaceitáveis práticas anti-sindicais, o qual foi comandado pela Central Sindical (CSB), cujo presidente nacional preside, também, o núcleo sindical do PMDB, conforme fatos a seguir relatados:

1) Apesar de já existir há vários anos e ter uma base em Rondônia de aproximadamente 12.000 trabalhadores, o STIMMME possui oficialmente apenas 28 filiados; ou seja 0,23%, o que por si só mostra a total falta de representatividade desse sindicato;

2) Em julho de 2015 um outro processo eleitoral fraudulento foi anulado pela Justiça do Trabalho, conforme processo 0000764-25.2015.5.14.0008. Após a anulação membros da mesma diretoria que já estava no sindicato assumiram uma Junta Governativa, que se tornou responsável por conduzir as novas eleições;

3) Apesar de ter tido mais um ano para organizar o novo processo eleitoral o STIMMME não realizou campanhas de filiações; sendo que no dia 12/07/2016 a Chapa 2 RENOVAÇÃO, de oposição, recebeu a listagem oficial do sindicato com apenas 28 filiados;

4) Como só havia filiados na empresa IMMA e o irrisório número de associados, apenas duas urnas seriam instaladas, uma na sede do sindicato e outra naquela empresa;

5) No dia da votação (26/07) os integrantes da Chapa 2 chegaram ao STIMMME desde as 05 horas da manhã; entretanto, sorrateira e ardilosamente, uma nova lista com mais 7 filiados foi informada pela Comissão Eleitoral e que uma urna com a tal lista já tinha saído do sindicato (com destino ignorado), logicamente sem fiscais da Chapa de oposição;

6) No dia da votação o STIMMME permaneceu cercado e cheio de seguranças, que recebiam ordens diretamente de membros da Central Sindical CSB, que restringia o acesso dos trabalhadores, dos membro da Chapa 2, de outras Centrais e até de advogados. Os integrantes da CSB manipularam todo o processo eleitoral;

7) Dessa forma, com uma lista "fantasma" e uma urna sem qualquer fiscalização, o grupo da atual e inexpressiva diretoria fraudou descaradamente as eleições, cujo resultado já está sendo questionado na Justiça do Trabalho.

A CUT repudia essas práticas anti-sindicais e antidemocráticas, feita por uma entidade sem qualquer representatividade e, como se diz no jargão sindical, "pelega" (que traí os trabalhadores); conclama a base dos trabalhadores metalúrgicos a exigirem um Sindicato de verdade, participativo e democrático. Solicita, ainda, que as autoridades competentes ponham um fim aos inaceitáveis desmandos no STIMMME.




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Fonte: CUT/RO