28/03/2018
Porto Velho
A minha cidade é amarela e quente, amarela porque o sol sempre se faz brilhar e quente porque as pessoas nunca deixam de trabalhar. Por: Rafaela Rodrigues Pinheiro.
   Foto: Rafaela Rodrigues Pinheiro
A minha cidade é amarela e quente, amarela porque o sol sempre se faz brilhar e quente porque as pessoas nunca deixam de trabalhar. Ela é tão recente dentre as outras do país, que é esquecida. Ao comparar a idade dela com as outras, ela seria a caçula, que é muito cobrada porque está em fase de crescimento.

Muitos chamam a minha cidade de feia, acabada e cheia de problemas, não é que não hajam dificuldades, mas muitas pessoas cobram dos líderes políticos, sendo elas mesmas nem limpam seus quintais, essas mesmas pessoas são aquelas que acordam na segunda-feira odiando-a. Costumo pensar que as pessoas que não gostam das segundas-feiras não amam aquilo que fazem, não amam a sua rotina, nem são agradecidas por seu trabalho ou escola.

Não ligue para que os outros digam, tu tens uma beleza incomparável, um rio enorme e cheio de peixes, muitas árvores e animais que possam repousar nelas. O problema é que as pessoas hoje em dia não querem mais saber de árvores, mas sim de prédios. No entanto, um dia as pessoas vão acordar e perceber que não conseguem mais respirar, a fumaça as sufoca, e então sentirão falta das folhas. Ainda sim, não se contentando em destruir toda a imensidão verde de outros Estados, querem destruir o nosso, o que resta ou o que ainda falta.

Quando acordo nas manhãs de agosto, onde o céu está coberto por uma camada de fumaça que não deixa que vejamos lindo céu azul por trás das cinzas, este é um período difícil onde há muitas queimadas, coitada das pessoas que têm problemas respiratórios. Quando a chuva chega é uma festa! Ameniza o calor e a secura.

Ao me deparar com todos esses problemas, digo à minha cidade: “Não te importes com o que dizem ou fazem contigo, os pássaros adoram cantar para ti e as nuvens fazem formas para te alegrar”.
 





 

Fonte: Rafaela Rodrigues Pinheiro