08/09/2017
Sobe para 14 o número de mortes confirmadas pela passagem do Furacão Irma
Hoje (8), o Irma deve alcançar as Bahamas e depois Cuba. A previsão é que ele chegue ao sul da Flórida na madrugada de domingo (10), na categoria 5 ou baixar para a 4, ainda ventos fortes ventos.
O olho do Furacão Irma atingiu as ilhas Turks e Caicos - território britânico no Caribe na noite dessa quinta-feira (7). Os ventos continuam fortes de 180 km por hora, ainda na categoria cinco. 

Quatro das 14 vítimas confirmadas são das Ilhas Virgens americanas. As demais mortes foram registradas na ilha franco-holandesa St. Martin.

Hoje (8), o Irma deve alcançar as Bahamas e depois Cuba. A previsão é que ele chegue ao sul da Flórida na madrugada de domingo (10), na categoria 5 ou baixar para a 4, ainda ventos fortes ventos.

As fortes tempestades devem começar a ser sentida na região na noite de hoje. O governador da Flórida, Rick Scott, orientou a população para que esteja alerta e evacue as áreas com ordem de saída obrigatória.

As rodovias que deixam o sul do estado continuam congestionadas e há relatos sobre motoristas estão parados por falta de gasolina, por dificuldade de encontrar o combustível, escasso pela forte demanda e crise na produção causada pelo Furacão Harvey que assolou o Texas há uma semana, onde ficam as principais refinarias dos Estados Unidos.

Centenas de voos que chegariam a Miami, entre eles os procedentes do Brasil, foram cancelados. E o aeroporto poderá ser fechado hoje. Além da Flórida, Georgia e as Carolinas do Sul e do Norte decretaram estado de emergência. O Irma deve atingir a região costeira dos três estados na segunda-feira (11).

Impacto

As ilhas franco-holandesas de St. Martin tiveram de 60% a 70% das casas destruídas. O ministro do Interior da França, Gerald Collomb, disse que há destruição em massa e que hoje os esforços estão concentrados para que todos tenham acesso à comida e água potável.

Em Antígua e Barbuda, o impacto foi ainda maior.  Segundo o governo local, 90% das casas foram destruídas. Foi registrada a morte de bebês, mas ainda não se pode informar com precisão o número de feridos, porque a maior parte da população está sem comunicação telefônica e sem energia elétrica.

Além do Irma, há dois furacões em atividade entre o México e o Caribe: Katia e José, ambos de categoria 1, a mais leve na escala Saffir-Simpson. A preocupação do serviço de meteorologia é que os furacões podem passar por parte da rota do Irma e aumentar os danos que este já deixou.

Alerta

A chegada do furacão na Flórida é esperada de sábado (9) para domingo (10). Várias regiões do sul do estado norte-americano já receberam alerta obrigatório de evacuação.

A imprensa destaca dificuldades da população para comprar água e alimentos enlatados, que já estão em falta em várias regiões. Também há escassez de combustível, porque muitas pessoas deixaram a região para estados vizinhos como a Geórgia e o Alabama.

O abastecimento já não estava normal devido à passagem do Furacão Harvey, que atingiu o Texas na semana passada e afetou boa parte das refinarias de petróleo que abasteceu o sul e o sudeste do país.

Nas redes sociais, algumas pessoas manifestam preocupação com a dificuldade de conseguir comida e água.

De acordo com o Centro Nacional de Furacões, o Irma pode chegar à Flórida com força total – categoria 5, perder força, ou até mesmo mudar sua rota. Mesmo assim, o alerta é máximo, porque, se o furacão chegar ao litoral do estado, o impacto será devastador.

Em entrevista coletiva, o governador Rick Scott disse que a maioria dos moradores da região que está na rota do Irma jamais viu um furacão desta magnitude. Scott tem aconselhado, repetidas vezes, todos os moradores das regiões que receberam ordens de evacuação a deixar suas casas. “Podemos reconstruir casas, mas não podemos devolver vidas”, afirma o governador.





 

Fonte: Leandra Felipe - Correspondente em Atlanta, EUA.